Presidente da Comissão Orçamentária diz que peça do governo tem ‘foco’ na ‘arrecadação de impostos’

Presidente da Comissão Orçamentária diz que peça do governo tem ‘foco’ na ‘arrecadação de impostos’
Foto - Vinicius Loures

Governo federal enviou o PLOA ao Congresso Nacional na semana passada

O presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI), criticou, nesta segunda-feira, 2, o Projeto da lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025, enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional na semana passada.

“Manifesto minha preocupação com o foco da proposta na arrecadação de impostos, e não na priorização da melhoria da gestão pública, da eficiência nos gastos e da redução da carga tributária, que são fundamentais para gerar empregos, criar oportunidades e aumentar a confiança dos investidores”, disse Arcoverde em nota.

Elaborada pela equipe econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a peça enviada ao Legislativo tem o déficit zero como objetivo para as contas do governo em 2025. O texto tem de ser aprovado pela CMO e, depois, passar pelo crivo do Congresso.

O déficit zero, porém, está relacionado a novas medidas de arrecadação, a exemplo do aumento em 1 ponto porcentual na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e de 5% sobre os Juros sobre Capital Próprio (JCP), que é uma das formas de distribuição de lucro que recaem sobre o acionista. Conforme a proposta do PLOA, as medidas de arrecadação extra chegam a R$ 168 bilhões no próximo ano.

No Orçamento, governo também quer renegociar dívidas tributárias

No PLOA, o governo também incluiu como medida de arrecadação a renegociação das dívidas tributárias e a receita com a retomada do voto de qualidade do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), entre outras formas, como:

  • Aumento no CSLL, que deve ter impacto de R$ 14,9 bilhões;
  • Aumento no JCP das empresas, com impacto de R$ 6 bilhões;
  • Compensação para desoneração da folha de pagamento, arrecadação de R$ 25,8 bilhões;
  • Voto do Carf, arrecadação de R$ 28,6 bilhões;
  • Transação de Relevante e Disseminada Controvérsia Jurídica (inclui PTTI): R$ 26,5 bilhões;
  • Transação Tributária: R$ 31 bilhões;
  • Recuperação Créditos Inscritos na dívida ativa, arrecadação de R$ 15 bilhões;
  • Controle Especial na utilização de benefícios tributários: R$ 20 bilhões;

Em virtude das críticas à política de arrecadação, governo federal também pretende rever os cadastros de programas sociais, a fim de limitar o pagamento as pessoas que, de fato, têm direito.

Source link

compartilhe
Facebook
Twitter
LinkedIn
Reddit

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *