Governo Trump detalha possíveis ações de Havana nos EUA e cita apoio a grupos armados, infiltração e sabotagem
O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou, nesta 2ª feira, um relatório em que afirma que Cuba conduziu uma campanha de “espionagem e subversão” no território norte-americano por 67 anos —desde a Revolução Cubana de 1959.
O documento afirma que Havana infiltrou agentes “nos mais altos escalões do governo norte-americano”, recrutou e treinou “gerações de ativistas” e apoiou o que chama de grupos de esquerda armados.
A publicação se dá em um momento de forte pressão da gestão Donald Trump (Partido Republicano) sobre a ilha. Em junho, o presidente norte-americano aplicou sanções a pessoas ligadas ao governo cubano e disse que os EUA precisavam “se livrar do regime”.
O relatório descreve a estratégia cubana como um “novo modelo para uma guerra de desgaste prolongada”, organizado em torno de espionagem, infiltração, sabotagem e redes de aliados.
Segundo o documento, mesmo com uma economia “à beira do colapso”, o objetivo de Cuba segue sendo “uma revolução marxista hemisférica que apague os Estados Unidos da face da Terra”.
O texto atrela os movimentos sociais recentes nos EUA, como os que sucederam a morte de George Floyd em 2020, à “influência cubana” no país.
Ao publicar o relatório no X, o secretário de Estado, Marco Rubio, cuja família é originária de Cuba, disse que “há mais de 6 décadas, o regime cubano tem sido o principal patrocinador do esquerdismo radical e do terceiro-mundismo nos Estados Unidos”.
“O Departamento de Estado está expondo a história completa da espionagem e subversão cubana em nosso país. O povo americano merece saber”, declarou o secretário.





