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Congresso dos EUA realizará audiência sobre abusos de Alexandre de Moraes

Washington, D.C. – O Subcomitê de Saúde Global, Direitos Humanos Globais e Organizações Internacionais da Câmara dos Representantes dos EUA realizará uma audiência intitulada “Brasil: Uma Crise de Democracia, Liberdade e Estado de Direito” na terça-feira, 7 de maio, às 10h00, na sala 2172 do Rayburn House Office Building.

A audiência será presidida pelo Representante Chris Smith (R-NJ), um dos principais aliados no Congresso dos EUA preocupados com a situação no Brasil.

O objetivo da audiência é abordar as graves violações dos direitos humanos cometidas por autoridades brasileiras em larga escala, incluindo malversação judicial, perseguição à oposição política, violação da liberdade de expressão e amordaçamento da mídia de oposição. O Subcomitê busca destacar a necessidade de o governo dos EUA e suas agências agirem, não mais permanecendo em silêncio enquanto a democracia, a liberdade e o estado de direito estão sendo prejudicados no Brasil.

Entre as testemunhas convocadas estão o jornalista brasileiro Paulo Figueiredo, o jornalista americano Michael Schellenberger, responsável pelas reportagens do Twitter Files, e Chris Pavlovski, CEO do Rumble, concorrente do YouTube que fechou o acesso aos brasileiros devido às ordens do ministro Alexandre de Moraes.

Paulo Figueiredo, que teve seu acesso às redes sociais bloqueado para milhões de pessoas no Brasil por ordem de Moraes e foi forçado a deixar a emissora de televisão para a qual trabalhava, declarou: “Não tenho o poder para impedir que Alexandre de Moraes continue violando as liberdades do meu povo. Mas Deus me deu o poder de impedir que ele continue fazendo isso na escuridão e sem o conhecimento de ninguém.”

A audiência buscará avaliar os abusos dos direitos humanos cometidos pelo sistema judiciário brasileiro e a necessidade de as agências governamentais americanas tomarem medidas concretas diante do que vem acontecendo no país sul-americano. Um dos principais temores de muitos membros do governo brasileiro é que a audiência seja o primeiro passo para um projeto de lei que gere sanções ao governo brasileiro e a oficiais identificados como violadores dos direitos humanos no Brasil, sendo o mais notável deles o ministro Alexandre de Moraes.

O Congresso americano tem como objetivo, por meio desta audiência, reunir informações e testemunhos que possam embasar futuras ações legislativas e políticas em relação ao Brasil. A preocupação com a deterioração da democracia, da liberdade e do estado de direito no país sul-americano tem crescido entre os membros do Congresso, e a audiência servirá para avaliar a extensão do problema e discutir possíveis soluções.

A audiência também visa enviar uma mensagem clara ao governo brasileiro de que os Estados Unidos estão atentos às violações dos direitos humanos ocorridas no país e que não hesitarão em tomar medidas caso a situação continue a se agravar. O Subcomitê espera que a audiência seja um passo importante para a defesa da democracia e dos direitos humanos no Brasil.

Por Paulo Figueiredo

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7 respostas

  1. Obrigado por nos representar no exterior.
    Representar um povo que hoje vive sob a lei da mordaça.
    Lute por nossa liberdade.

  2. Excelente 👏👏👏 Minha oração diariamente é para que o Senhor nosso Deus fortaleça e dê vitória aos que lutam por verdade, liberdade e justiça.

  3. Contamos com você, sempre! Admiro vc há muito tempo! Desde a Jovem Pan, sou sua colaboradora e comprei seu Cursio O Fim da América! Genial! Tenho família, netos aí em L A e tenho reparado como o mundo tem mudado, para minha total tristeza! Mas… com pessoas como vc ainda temos esperança de um mundo melhor! Parabéns! Um grande abraço!

  4. Seria importante, se é que isso já não é uma das pautas a ser exposta ao congresso americano, denunciar a predileção do governo brasileiro pelas ditaduras globais em todos os continentes onde elas vicejam, pois vai de encontro com a ideologia típica dessa gente, que é a opressão de todos aqueles que pensam diferente deles. Chamar a atenção pelo posicionamento do Brasil, diplomaticamente falando, em relação à Israel/Palestina, Venezuela, Nicarágua, Ucrânia/Rússia, China, sem mencionar uma a uma das ditaduras violentas do continente africano e por aí vai, inclusive se posicionando comercialmente a favor dessas aberrações em confronto direto com os valores ocidentais.

  5. Infelizmente ainda não há forças suficientes no Brasil para por no devido lugar os nossos sociopatas.

  6. Força Paulo, faça esses dota dores entenderem que não são a lei , são funcionários públicos para defender as leis. Obrigado por nos todos.

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