Petista criticou pressão dos EUA, citou Trump e também falou que é contra invasões na Ucrânia, Gaza, Venezuela e Irã
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta 2ª feira, em Hannover, na Alemanha, que é contra qualquer intervenção militar em Cuba e voltou a criticar os conflitos internacionais. A declaração foi dada em coletiva ao lado do chanceler Friedrich Merz (UDC, centro-direita).
Ao ser perguntado sobre a iminência de um ataque do presidente Donald Trump (partido Republicano) a Cuba, disse: “Serei contra a invasão de Cuba, como fui contra da Venezuela, da Ucrânia, de Gaza e do Irã”.
O presidente classificou o embargo econômico dos Estados Unidos como “uma vergonha mundial”. A medida foi iniciada após a Revolução Cubana e formalizada em 1962, durante o governo de John F. Kennedy. Desde então, impõe restrições comerciais e financeiras à ilha.
“Cuba é vítima de um bloqueio de 70 anos. Não teve chance de decidir seu destino […] não teve a chance depois da Revolução de conseguir decidir o seu destino com a potência fazendo um bloqueio, um bloqueio ideológico”, declarou Lula.
Nos últimos meses, a pressão voltou a crescer sob o governo Trump, com novas sanções e restrições a investimentos e fornecimento de energia. O norte-americano fala em tomar a ilha. O governo Lula vê risco de instabilidade e já enviou insumos. Agora, estuda ampliar a cooperação humanitária.
O presidente também mencionou a guerra na Ucrânia, afirmando que o conflito ainda está distante de um acordo de paz, e expressou preocupação com a escalada de violência no Oriente Médio, especialmente em Gaza e no Líbano.
O petista citou pressões sobre países do G20. Disse que nenhum país deve ser impedido de participar de fóruns multilaterais. Referiu-se à exclusão da África do Sul do encontro de 2026 e disse que o presidente Cyril Ramaphosa (Congresso Nacional Africano, centro-esquerda) deveria se fazer presente mesmo se isso significasse contrariar Trump.
“Vamos brigar, Ramaphosa, para você ir para o G20 nos Estados Unidos, porque o presidente americano não tem o direito de tirar você do G20, porque ele não é dono do G20”, disse.
O chanceler alemão concordou com a necessidade de soluções diplomáticas. Segundo Merz, não há justificativa para uma intervenção em Cuba no cenário atual. Ele afirmou que conflitos devem ser evitados e que mudanças políticas devem ocorrer por meios pacíficos.
Merz também alertou para os efeitos econômicos dos conflitos, especialmente sobre a energia. Segundo ele, a instabilidade no Oriente Médio pressiona preços e pode afetar o crescimento global.
LULA EM HANNOVER
Ainda na coletiva, Lula pediu reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. “O Conselho de Segurança não pode ser privilégio de poucos países que não evitam guerras”, declarou.
O encontro resultou em acordos bilaterais nas áreas de defesa, inteligência artificial, tecnologias quânticas, bioeconomia e eficiência energética. A Alemanha anunciou uma contribuição de 500 milhões de euros ao Fundo Clima. A entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia está prevista para 1º de maio e é um dos ativos da viagem.
Hannover integra uma agenda europeia de 5 dias. Lula viaja com 14 ministros e passou por Barcelona, onde cumpriu a 1ª Cúpula Brasil-Espanha, antes de chegar à Alemanha. Na 3ª feira, o presidente segue para Lisboa.






Respostas de 2
O Lula é um sujeito asqueroso.
O Partido CHEGA de André Ventura ahuarda a chegada de Lula em Lisboa 😁