Ex-vereador afirma que governos do PT criaram débitos sem previsão de pagamento
O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) criticou a situação das dívidas bilionárias de Cuba e Venezuela com o Brasil. Em publicação no X neste sábado, 2, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que os débitos nasceram nos governos do PT.
Carlos classificou a situação como uma “parceria ideológica que virou calote bilionário”. Atualmente, o governo federal tenta recuperar bilhões de reais deixados pelos dois países em operações passadas.
O Ministério da Fazenda informou que não existe previsão para a regularização dos pagamentos. A pasta afirmou que cobra os créditos por meio de tratativas bilaterais e fóruns internacionais.
Dívidas de Cuba e Venezuela com o Brasil
A Venezuela deve mais de US$ 1,2 bilhão ao Fundo de Garantia à Exportação. O BNDES financiou obras como os metrôs de Caracas e Los Teques no país vizinho. Cuba acumula US$ 676 milhões em atraso, referentes principalmente ao Porto de Mariel. Além disso, o Tribunal de Contas da União considerou frágeis as garantias de charutos cubanos para essa obra.
Apesar do rombo bilionário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que permite novos empréstimos do BNDES para serviços de engenharia no exterior. A medida possibilita que construtoras brasileiras retomem grandes projetos de infraestrutura fora do país.
Segundo essa legislação, quando um país estrangeiro não paga, o Fundo de Garantia à Exportação cobre o prejuízo do banco. Na prática, portanto, o pagador de impostos brasileiro arca com o rombo financeiro.





