Carlinhos Almeida trabalhou por 7 anos no gabinete de Emídio de Souza (PT) na Alesp; ele é coordenador do programa de campanha de Haddad
O ex-prefeito de São José dos Campos, Carlinhos de Almeida (PT), é investigado por um desvio de R$ 14,5 milhões em um projeto de BRT que não foi realizado e recebeu R$ 1,5 milhão em salários como assessor do deputado Emídio de Souza (PT) na Alesp, onde atuou por 7 anos. Almeida foi condenado por improbidade administrativa e, depois da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, deixou o cargo para cuidar de sua defesa, segundo nota.
O ex-prefeito de São José dos Campos, no interior de São Paulo, Carlinhos de Almeida (PT), que responde por um desvio de R$ 14,5 milhões em um projeto de BRT que nunca saiu do papel, recebeu R$ 1,5 milhão em salários como assessor do deputado estadual Emídio de Souza (PT) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), de acordo com informações do portal Metrópoles. Ele ocupou o cargo por sete anos.
Além do caso do BRT, Almeida foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) por improbidade administrativa em outra ação. A decisão sinaliza que o grupo do ex-prefeito usou cargos comissionados para manter a renda de aliados políticos durante a campanha de 2016.
Mesmo depois da condenação, Almeida permaneceu no cargo por cerca de dois meses. A equipe de Souza informou que ele saiu para preparar sua defesa, já que a decisão ainda não é definitiva. “Ele decidiu dedicar-se agora à coordenação das campanhas do PT na sua região e à sua defesa para reverter essa decisão do TJ”, diz nota.
Fraude em BRT: projeto nunca saiu do papel
A Prefeitura de São José dos Campos contratou a Fundação da Universidade de São Paulo (Fusp) para elaborar o projeto do BRT. A Fusp, no entanto, terceirizou integralmente o serviço, e o projeto nunca saiu do papel, segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Uma das subcontratadas foi uma empresa de familiares do então diretor da Fusp, o engenheiro José Roberto Cardoso. A Electromagnetics Tecnologia e Informática Ltda., do filho e da esposa de Cardoso, recebeu R$ 546 mil da fundação.
Havia ainda dois contratos concomitantes com o mesmo objetivo: um com a Fusp e outro com a Fundação de Apoio Institucional à Universidade Federal de São Carlos. Ambos foram feitos com dispensa de licitação. O MP-SP classificou o caso como um exemplo de “desorganização administrativa utilizada como instrumento de direcionamento dos recursos públicos”.
Ex-prefeito recebeu R$ 1,5 milhão na Alesp
Durante os mais de sete anos no gabinete de Emídio de Souza, os salários de Carlinhos de Almeida variaram entre R$ 8,8 mil e R$ 22,8 mil. Ao todo, ele recebeu mais de R$ 1,5 milhão, com média mensal superior a R$ 18 mil.
Emídio de Souza é amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e coordenador do programa de campanha do ex-ministro Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.





