Vendas somam US$ 23,9 bilhões no 1º trimestre, com avanço impulsionado pelo setor energético
As exportações de petróleo do Brasil para a China mais do que dobraram no 1º trimestre de 2026, segundo dados do governo federal compilados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). As vendas somaram US$ 7,2 bilhões, alta de 94,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando totalizaram US$ 3,7 bilhões.
Em volume, o avanço foi ainda maior: 16,5 milhões de toneladas embarcadas, crescimento de 122% na comparação anual. O produto respondeu por 30% de tudo o que o Brasil vendeu aos chineses no período.
A China concentrou 57% das exportações brasileiras de petróleo no trimestre, com pico de 65% em março. O movimento ocorre em meio à reorganização das rotas energéticas globais após a guerra no Irã, que afetou o fluxo pelo estreito de Ormuz.
Com isso, o Brasil ampliou sua relevância como fornecedor estratégico para o país asiático. A Índia também elevou as compras, que chegaram a US$ 1 bilhão, alta de 78%, em meio à redução da dependência do petróleo russo.
No total, o Brasil exportou US$ 23,9 bilhões para a China no 1º trimestre, crescimento de 21,7% e recorde histórico para o período.
DIFERENTES COMMODITIES
Além do petróleo, outras commodities sustentaram o desempenho das exportações brasileiras. As vendas de carne bovina somaram US$ 1,8 bilhão, alta de 33,8% em valor. O aumento é atribuído à antecipação de embarques para aproveitar cotas antes da adoção de novas salvaguardas comerciais pela China.
No setor mineral, as exportações de ferroligas atingiram US$ 478 milhões, com o volume praticamente dobrando. O ferronióbio respondeu por 63% do total, seguido pelo ferroníquel, com 29%.
A indústria extrativa, como um todo, representou 49% das exportações brasileiras no trimestre, reforçando o peso das commodities na pauta comercial.
IMPORTAÇÕES RECUAM
O Brasil importou US$ 17,9 bilhões da China, queda nominal de 6%. O recuo é influenciado pela compra de um navio-plataforma em 2025. Sem esse efeito, haveria alta de 9,3%.
As compras de veículos eletrificados somaram US$ 1,23 bilhão, crescimento de 7,5 vezes, e já representam 6% das importações. As baterias de lítio atingiram US$ 160 milhões (+49% em volume).
O avanço ocorre antes da alta de tarifas prevista para julho: híbridos plug-in (de 28% para 35%) e elétricos (de 25% para 35%).





