Presidente também terá compromissos com Bernie Sanders e António Guterres durante viagem aos EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta segunda-feira, 21, em Nova York (EUA), o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, e o prefeito da cidade, Zohran Mamdani. Os encontros fazem parte da agenda do petista antes da abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Lula chegou a Nova York na noite deste domingo, 20. Ele passa parte desta segunda-feira na residência do embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, onde finaliza o discurso que fará nesta terça-feira, 22.
O primeiro compromisso do dia é uma entrevista à âncora da CNN Christiane Amanpour, às 9h, no horário local (10h de Brasília). Às 10h30, Lula recebe Orsi. Uma hora depois, encontra-se com Mamdani no mesmo local.
O Itamaraty recebeu cerca de 30 convites para reuniões bilaterais durante a viagem. Lula também tem encontro marcado nesta segunda-feira com o senador norte-americano Bernie Sanders, às 18h, no horário local. Na terça-feira, reúne-se com o secretário-geral da ONU, António Guterres.
Encontros de Lula
O governo uruguaio solicitou a reunião com Orsi. O encontro ocorre em um cenário de mudanças políticas na região, no qual o presidente uruguaio e Lula estão entre os poucos governantes de esquerda.
Mamdani, de 34 anos, assumiu a Prefeitura de Nova York em janeiro. Ele é o mais jovem a ocupar o cargo em mais de um século e o segundo prefeito da cidade a se declarar socialista. Setores do PT veem Mamdani como uma liderança capaz de renovar a esquerda global.
Na terça-feira, Lula fará o primeiro discurso entre os chefes de Estado na Assembleia-Geral da ONU. Trump falará na sequência. A defesa da soberania nacional, o fortalecimento das instituições e a rejeição a interferências externas devem ocupar espaço central na fala.
Lula já afirmou que pretende pedir aos EUA que não interfiram nas eleições brasileiras. O presidente não deve citar Trump nominalmente.
A fala também deve tratar das guerras do Irã, de Gaza e da Ucrânia, além dos impactos socioeconômicos dos conflitos, da corrida armamentista e da disputa por recursos naturais. Lula ainda deve abordar combate à fome, redução das desigualdades, multilateralismo, COP30 e a proposta de um protocolo da ONU contra crimes ambientais.





