Defensoria Pública da União vê violação de direitos e pede anulação de nomeação para defender Tagliaferro

Órgão defende intimação do ex-assessor na Itália via carta rogatória

Nesta quinta-feira, 16, a Defensoria Pública da União (DPU) pediu a anulação imediata da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou que a instituição assuma a defesa de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do magistrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o ex-assessor de Moraes de suposta violação do sigilo funcional.

No documento apresentado a Moraes, a Defensoria alega expressamente que a decisão proferida pelo ministro configura uma violação de normas processuais. Além de ir contra direitos fundamentais do acusado.

A DPU sustenta que foi intimada pelo ministro para representar o réu em audiência. Mas “sem que lhe fosse concedido prazo suficiente para acesso e exame dos autos”.

Na manifestação, a Defensoria interpela a validade de sua própria nomeação como defensora do réu, argumentando que ele possui advogados constituídos que não abandonaram formalmente o caso.

Segundo a DPU, o acusado mora na Itália e não foi intimado pessoalmente para responder ao processo. Assim, a atuação situação violaria o direito fundamental à ampla defesa. O órgão defende que a citação do réu por edital foi irregular.

A DPU solicita a anulação do ato de nomeação e a expedição de uma carta rogatória para que Tagliaferro possa exercer seu direito de indicar um profissional de sua confiança.

Caso Tagliaferro: advogados apontam ‘falsidade ideológica’

Ainda nesta quinta, os advogados de Eduardo Tagliaferro, que foram destituídos pelo ministro Alexandre de Moraes, acusaram o STF de “falsidade ideológica”.

A crítica recai sobre um certificado emitido pela Corte a respeito da inexistência de endereço atualizado de Tagliaferro. Em razão disso, o STF não conseguiu intimar pessoalmente o réu para a audiência de interrogatório.

De acordo com Paulo Faria e Filipe de Oliveira, porém, ambos comunicaram à Corte o endereço de Tagliaferro, que hoje mora na Itália, quase 15 dias antes de o tribunal divulgar a certidão.

Crédito Revista Oeste

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