Eduardo Bolsonaro critica contas do governo Lula: ‘Tome aí a sua democracia’

Deputado reage a reportagem sobre falta de R$ 105,5 bilhões para despesas e afirma que o petista ‘quebrou o país’

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou, em 12 de agosto de 2026, a situação fiscal do governo Lula, ironizando a promessa de ajuste nas contas públicas caso o petista seja reeleito. Sua declaração foi em resposta a uma reportagem que revelou uma falta de R$ 105,5 bilhões para despesas do governo, afetando áreas como Saúde e Educação. Ele associou a crise fiscal às escolhas do eleitorado em 2022 e criticou o mercado financeiro por apoiar Lula, provocando: “Tome aí a sua democracia”.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou, nesta quarta-feira, 12, a situação fiscal do governo Luiz Inácio Lula da Silva e ironizou a promessa do petista de promover um ajuste nas contas públicas caso seja reeleito.

A declaração do ex-deputado aconteceu em resposta a uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo sobre a falta de R$ 105,5 bilhões para o pagamento de despesas do governo federal, com saúde e educação entre as áreas mais afetadas.

Em publicação no X, Eduardo associou o quadro fiscal às escolhas feitas pelo eleitorado em 2022. “O cara que quebrou o país jura que vai fazer um ajuste fiscal se reeleito”, escreveu. Na sequência, direcionou críticas a integrantes do mercado financeiro que apoiaram Lula no segundo turno daquele ano.

“O mercado financeiro fazendo beicinho dizendo que não se arrepende de ter votado nele em 2022, dando a cartada de que a democracia corria risco com Bolsonaro”, afirmou o deputado. Ele encerrou a publicação com uma provocação: “Tome aí a sua democracia”.

O cara que quebrou o país jura que vai fazer um ajuste fiscal se reeleito 🤡E tem gente do mercado financeiro fazendo beicinho dizendo que não se arrepende de ter votado nele em 2022, dando a cartada de que a democracia corria risco com Bolsonaro. Tome aí a sua democracia. pic.twitter.com/yv4seT5fd4

Governo Lula precisa de mais de R$ 100 bi para cobrir despesas

A reportagem que motivou a manifestação revela que o governo enfrenta uma insuficiência de R$ 105,5 bilhões para cobrir despesas, ao considerar gastos programados para 2026 e valores herdados de exercícios anteriores. Saúde e educação aparecem entre as áreas mais atingidas pela restrição orçamentária.

Segundo o planejamento do governo, a limitação não é definitiva e pode ser revista para atender necessidades específicas. A situação ocorre em meio a discussões sobre o equilíbrio das contas públicas e a necessidade de contenção de despesas.

O cenário fiscal também tem provocado manifestações no mercado. Um economista do banco Goldman Sachs afirmou que o Brasil “não vai ter nem sombra de um ajuste fiscal à la Milei”. Em outra avaliação, os economistas Roberto Vescovi e Alexandre Schwartsman alertaram para uma deterioração crescente caso o país não consiga enfrentar o problema fiscal.

Crédito Revista Oeste

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