Gilmar defende manter Inquérito das Fake News pelo menos até as eleições

Ministro do STF afirma que investigação segue necessária diante de ‘ataques’ à Corte

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu, nesta quarta-feira, 22, a continuidade do chamado Inquérito das Fake News ao menos até o período eleitoral. Em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo, o magistrado afirmou que a investigação ainda cumpre papel relevante diante de “ataques” à Corte.

“Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário, e ele vai acabar quando terminar. É preciso que isso seja dito em alto e bom som”, declarou. Segundo ele, o STF “tem sido vilipendiado”, o que exige resposta institucional.

Na semana passada, o decano da Corte enviou uma notícia-crime a Alexandre de Moraes, relator do Inquérito das Fake News, para incluir o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, na investigação. O pedido foi motivado por um vídeo de sátira publicado nas redes sociais pelo político mineiro. Moraes remeteu o pedido à Procuradoria-Geral da República.

Na entrevista, Gilmar citou episódios recentes para justificar a manutenção do procedimento. “Veja, por exemplo, a coragem, eu diria a covardia, do relator da CPI do Crime Organizado de atacar a Corte e pedir indiciamento de pessoas, não cuidando de quem efetivamente cometeu crimes”, afirmou. “Isso pode ser deixado assim? Acho que não.”

Não Gilmar Mendes!

O Tribunal não está sendo vilipendiado e atacado! Vocês é que estão envolvidos em negociatas e situações imorais, rindo da cara dos brasileiros. Estamos cansados Gilmar Mendes, de tudo o que vocês fazem.

Parem de fazer política e de querer administrar o… pic.twitter.com/J3w0ulNYtx— Mario Bohm (@mcbohm) April 23, 2026

Gilmar também concedeu entrevista nesta quarta-feira, 22, à TV Record.

STF mantém Inquérito das Fake News há 7 anos

Relator do inquérito, o ministro Alexandre de Moraes tem conduzido a investigação, aberta em março de 2019, para apurar suposta disseminação de notícias falsas e ameaças contra integrantes do STF. A iniciativa é alvo de críticas de juristas e analistas políticos, já que o inquérito contém inúmeras ilegalidades, começando pelo fato de ter sido aberto de ofício — sem pedido da PGR — pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli.

Apesar disso, Gilmar Mendes avaliou que a medida segue justificada. “Acho que foi um momento importante do Supremo ter aberto o inquérito e de mantê-lo, pelo menos até as eleições. Acho que é relevante”, concluiu. Moraes já sinalizou que pretende manter o inquérito até 2027.

Crédito Revista Oeste

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