Janja diz que falta de regulação das redes sociais ‘leva à morte de mulheres’

Em viagem à Espanha, petista volta a fazer campanha pelo controle sobre plataformas digitais

A primeira-dama Janja da Silva afirmou que a suposta ausência de controle sobre redes sociais e big techs contribui para a morte de mulheres. A declaração foi feita nesta última sexta-feira, 17, durante a passagem de representantes do governo brasileiro pela Espanha, em participação na 1ª Mobilização Progressista Global, em Barcelona.

Diante do público, a primeira-dama disse que seria obrigação do campo progressista abordar diariamente a regulação das plataformas digitais. “A gente vive um momento em que qualquer um faz um discurso de ódio contra uma mulher na internet, na sua rede social, e fica por isso mesmo. E isso tem levado à morte de muitas mulheres e de muitas meninas também”.

Janja chama redes sociais de “quinto poder”

Janja classificou as redes sociais como um poder “acima de todos os outros”, definindo-as como um “quinto poder”, superior inclusive à imprensa, tradicionalmente chamada de “quarto poder”. O vídeo com as declarações foi publicado nas redes depois de sua participação no evento. O canal de Janja está restrito a seguidores, mas o conteúdo circula em outras plataformas.

🚨VÍDEO: Janja diz que redes sociais viraram “quinto poder” e alerta para riscos à democracia

A primeira-dama Rosângela da Silva afirmou, durante evento em Barcelona, que as redes sociais se tornaram um “quinto poder”, destacando a influência global e a falta de controle dessas… pic.twitter.com/NeL2Bot4Hk— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) April 18, 2026

Não é a primeira vez que a primeira-dama defende urgência na tramitação de projetos de lei para regular plataformas digitais. O debate ganhou força depois de denúncias de adultização infantil feitas no ano passado pelo youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca.

Janja também já afirmou publicamente que algumas iniciativas do governo surgem a partir de conversas com o presidente Lula da Silva, incluindo propostas voltadas ao combate ao feminicídio. Para analistas e opositores políticos, o discurso pela regulação das redes sociais tem como pano de fundo uma estratégia eleitoral.

A tese é de que o PT reconhece internamente sua fragilidade no campo da comunicação digital e, por isso, usa o argumento da regulação como pretexto para, com a ajuda do Judiciário, censurar rivais políticos. 

Desde a disputa entre Lula da Silva e Jair Bolsonaro pela Presidência, nas eleições de 2022, diversos líderes do campo conservador foram punidos pela Justiça sob a justificativa de suposta prática de fake news.   

Crédito Revista Oeste

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