Presidente da Febraban tomou empréstimo de R$ 5,5 milhões no Banco Master, informa jornal

Isaac Sidney contratou operação em 2020 para comprar apartamento; crédito foi cedido a empresa ligada à família Vorcaro

Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), contratou um empréstimo de R$ 5,5 milhões do Banco Master em 2020 para adquirir um apartamento em São Paulo, utilizando o imóvel como garantia. A operação, registrada em 26 de novembro de 2020, tinha um ano de carência e seria quitada em 48 parcelas até 2025, mas Sidney quitou a dívida antecipadamente. Ele afirma que a contratação foi regular e não houve notificações sobre irregularidades.

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, contratou um empréstimo de R$ 5,5 milhões do Banco Master em 2020, quando já ocupava o comando da entidade, segundo informações do jornal Valor Econômico. A operação foi usada para comprar um apartamento duplex de 410 metros quadrados em São Paulo.

Sidney deu o imóvel como garantia na modalidade de alienação fiduciária. Nesse modelo, o comprador usa o bem, mas transfere a propriedade ao credor até a quitação total da dívida. O então Banco Máxima, posteriormente rebatizado de Banco Master, concedeu o empréstimo.

A operação foi registrada em 26 de novembro de 2020. Sidney entrou na Febraban em maio de 2019 como diretor de Relações Institucionais. Em março de 2020, tornou-se presidente da instituição.

O empréstimo tinha um ano de carência para pagamento de principal e juros. Depois disso, o contrato previa a quitação em 48 prestações mensais, com vencimento final em 26 de novembro de 2025. Sidney quitou a dívida antecipadamente.

O liquidante do Master cedeu o crédito à Urbaniza Empreendimentos e Participações na mesma data da quitação, com valor atualizado de R$ 6,1 milhões. O cartório registrou o cancelamento da alienação fiduciária em junho de 2022.

Sidney prestou assessoria a Vorcaro antes de assumir Febraban

Antes de integrar a Febraban, Sidney prestou assessoria jurídica a Daniel Vorcaro para obter aval do Banco Central na compra do controle do Banco Máxima. O trabalho ocorreu entre novembro de 2018 e abril de 2019.

O presidente da Febraban disse ao Valor Econômico que contratou a operação de forma regular. Ele apresentou documentação sobre a negociação, análise de crédito, garantias, pagamento e quitação. Sidney afirmou desconhecer os motivos da inclusão da operação na relação de créditos cedidos.

Sidney afirmou que nunca recebeu notificação sobre qualquer irregularidade relacionada ao empréstimo. “Não há decisão judicial ou administrativa que aponte irregularidades”, disse.

O liquidante apresentou à Justiça uma lista com 112 operações de crédito. Henrique Vorcaro, pai de Daniel, usou a lista em recurso para tentar anular o congelamento de seus bens. Sidney não é parte no processo.

Crédito Revista Oeste

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